



Fica cada vez mais evidente para todos a situação praticamente alarmante em que se encontra o resultado da ambigüidade entre as duas facetas do império capitalista mundial além de todas as formas de exploração desenfreada para alimentar ainda mais tal sistema.
Filmes como “O Jardineiro Fiel” de Fernando Meirelles mostram exatamente isso, na minha concepção, utilizando o âmbito farmacêutico, das tentativas sem o menor tipo de escrúpulos em testar medicamentos em cobaias humana – no caso do filme em questão, os africanos são as reais cobaias que servem pra testar um medicamento novo dito como sendo uma das maiores armas contra o destino doentio da humanidade.
Meirelles retrata com a visão de um cidadão de país de terceiro mundo todas as desigualdades e sofrimentos a que estão subordinados as pessoas menos predestinadas do continente africano, mostrando facetas não muito diferentes das que estamos costumados a enxergar aqui. Talvez de uma forma camuflada, o Brasil apresenta muitos déficits também presentes na sociedade africana, tais como a fome incessante de uma porcentagem enorme da população, a altíssima concentração de renda e a corrupção desenfreada que impede qualquer crescimento social e econômico.
Óbvio falar que não apenas a indústria farmacêutica está presente nesse tipo de escândalo, ou