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//Créditos




  

Folha verde, verde folha.

 

Tú, linda e ainda cor dos abismos impecáveis,

regala suspiros, desejos e medos.

Presente dos arco-íris imperdoáveis.

Entre escarlates aconchegantes e renascentes,

tu és cor de brilho intenso e jovial.

 

E eu que não sou nada sem tu,

sou veia rasgada que despeja vida pelo rio,

sou cor de nada, cor sem cor:

incolor.

Folha sem brilho, quase morta-flor.

Sou o que nunca pudera,

o que nunca quisera:

- sou o que sou sem tu. –

 

Verde-folha, folha-verde-folha.

Fuja de seus arcos celestes,

mergulhe em minhas secas veredas

e despeje-me luz, verde-cor-luz,

luz-folha-vida.

_V i d a._

 

Viventes do limpo, sem pecados.

Verde, tu és minha cor,

então mergulha em mim

com suas asas de amor

e que sejamos, por assim adiante

e sempre:

 

Verde-folha-eterna.



- Postado por: ««®afæ£ de AlmEida»» às 11h22
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 Machuca

A guerra civil chilena é palco para um dos grandes filmes sul-americanos do ano. O filme chileno “Machuca”, com direção de Andrés Wood. A intensa busca de demonstração das desigualdades sociais vividas pelo Chile no ano de 1973 é a chave principal para o desdobramento de um magnífico valor que parece ser tão rechaçado nos dias de hoje: a amizade. A amizade que não enxerga cor, raça ou classe social. E dois meninos são os protagonistas desta linda e trágica estória, Pedro Machuca (Ariel Mateluna) e Gonzalo Infante (Matías Quer), além da menina comunista Silvana (Manuela Martelli). Falando em comunismo, o Chile da época era dividido entre os apoiadores da ditadura de Salvador Allende com seu ideal comunista e o pessoal da direita que lutava contra as manifestações socialistas, divisão abordada até com certo tom de graça pelo diretor através da venda de bandeirinhas dos partidos de direita e dos comunistas.

Gonzalo Infante é um menino solitário, da alta classe chilena e estudante de um dos melhores colégios do Chile: o colégio para meninos de São Patrício, administrado pelo Padre McEnroe (Ernesto Malbran) que luta pela congregação dos meninos de Santiago, pela junção das classes. Por isso ele oferece vagas para estudantes de uma favela próxima, dentre estes estudantes está Pedro Machuca, o jovem que provoca graça com seu sobrenome.

Gonzalo e Machuca começam a ficar amigos após uma briga em que alguns meninos seguravam Machuca e pediram para Gonzalo bater nele, ele hesita e parte pra cima dos outros que o seguravam. Logo após, os mesmos meninos arremessam uma pedra em Gonzalo e Machuca o ajuda e depois lhe oferece carona. Nesta carona, o menino “rico” conheceria Silvana, a menina que despertaria nele a sua primeira paixão e logo, o primeiro beijo envolto em leite condensado.

“Machuca” consegue ser um filme tão belo pelo fato de ser tão simples e ao mesmo tempo englobando valores tão complexos como a amizade, o amor e a morte. Um filme político também não deixa de ser, demonstrando muitas coisas que o próprio diretor Andrés Wood viveu em sua juventude, mostrando a invasão dos militares na administração do colégio, transformando –o praticamente em um quartel, na tomada do poder de Augusto Pinochet. Como disse antes, um filme de muitos valores, que merece ser visto de coração aberto.

 

    



- Postado por: ««®afæ£ de AlmEida»» às 11h05
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