


Sobre o futebol: a hipocrisia.
Estou completamente indignado ultimamente com as discussões inúteis sobre futebol que tenho presenciado nas últimas semanas, pelo menos de um tempo pra cá venho me dedicando a ficar totalmente revoltado com o futebol.
Praticar o esporte é totalmente saudável, eu realmente adoro jogar um bom futebol no final de semana, mas o que eu questiono aqui nesse artigo é a importância exacerbada que o futebol tem para as pessoas fazendo com estas vivam em torno disso. Bem, vou expor minhas idéias.
Começando, gostaria de saber do meu leitor, visitante do meu blog, se você sabe qual é o valor do salário mínimo aqui no Brasil. Por acaso sabe? Bem, são exatamente R$ 260,00, realmente uma fortuna não é?
Uma das minhas questões agora, quanto ganha um jogador de futebol? Bem, pense a respeito. E isso me indigna por que um trabalhador braçal que ajuda na construção de obras públicas e privadas e chega a trabalhar de 10 a 12 horas por dia durante 6 a 7 dias por semana ganha de R$ 260,00 a R$ 300,00 POR MÊS. Quanto ganha um dos piores jogadores do time do Corinthians? Sem dúvida não menos do que R$ 15.000,00.Isso é bem “justo”, não acham? Enquanto o jogador de futebol fica treinando, correndo atrás de uma bola, comendo do bom e do melhor, ganhando fama, comprando carros importados e ainda por cima ganhando um salário astronômico, o trabalhador braçal acorda todo dia de madrugada, pega ônibus, trem e metrô pra chegar ao trabalho, levando sua marmita e sua coragem apenas. Lá chegando chega até a arriscar a vida, e se não o fizer é demitido na hora e isso é o que nunca pode sequer ser pensado em ocorrer visto que tem uma família pra sustentar com seus eternos duzentos e sessenta reais.
Isso na minha opinião é uma das coisas mais injustas do mundo, o futebol consegue ter um mundo só pra ele. Um mundo de ilusão, injustiça e hipocrisia.
É hipocrisia e injustiça também por que fere a nós estudantes e trabalhadores. Nós estudamos durante uma grande parte da nossa vida e muitas vezes pagamos pra termos isso, e pagamos caro. Fazemos faculdades, cursos e mais cursos, obtemos um nível intelectual grandioso, assumimos responsabilidades super importantes e mesmo assim, um jogador de futebol vale mais do que nós. Afinal, qual o santo objetivo do futebol? A arte que deixou de ser arte pra se tornar puro marketing, que reproduz fielmente a política do “pão e circo” dos romanos, que arrecada o dinheiro das pessoas que se iludem e vão ao estádio para pagar o salário milionário de seus “ídolos”.
Vendo o circo que o mundo se formou, vale dizer que não adianta mais investir em educação, mas sim em escolinhas de futebol. Ora, vocês acham que um dia vamos ganhar o salário de um Ronaldinho ou de um David Beckham mesmo se nos tornarmos os melhores do mundo em nossas profissões? Vocês sabem a resposta.
Como eu odeio isso, essa coisa nem nexo que o mundo se tornou. Enquanto milhares de pessoas vivem em situações abaixo da linha de pobreza ganhando menos de $1,00 POR DIA, esses jogadores os quais citei ganham no mínimo, $2.000,00 POR HORA.
Vamos abrir nossa mente, temos que começar a alertar as pessoas que estamos vivendo numa peça teatral em que somos tachados de idiotas, estúpidos da corte.
Sim ao futebol como uma prática esportiva saudável, ao futebol como arte, não ao futebol como exploração e hiper-concentração de renda, ao “pão e circo” e à injustiça.
Efeito Borboleta
Bem, eu já havia assistido a esse filme antes pois havia comprado o dvd pirata pelo fato de não agüentar a ansiedade de tanto ficar ouvindo falar do “Efeito Borboleta” e hoje fui assisti-lo no Frei Caneca Unibanco Arteplex com a minha amiga da faculdade. Mas sem enrolas, é até agora um dos melhores filmes do ano. E digo isso de boca cheia, com o entusiasmo de uma criança ao ganhar o presente que estava desejando há anos. Esse filme fala da vida de todos nós, sem exceção. Atos do passado que transformam o presente e o nosso futuro, coisas que fazemos sem pensar hoje que vão influenciar o resto de nossas vidas. Esse é o chamado Efeito Borboleta que se baseia na Teoria do Caos que diz que o bater de asas de uma borboleta hoje pode ocasionar um tufão daqui a alguns anos, ou seja, aquilo que pensamos que é insignificante hoje pode se tornar monstruosamente importante daqui a um tempo.
“Efeito Borboleta” é o tipo de filme que você tem prestar a máxima atenção do começo ao final (esse final realmente é de chorar) pois é um filme que não segue uma linha reta de acontecimentos, mas é uma mescla incessante de passado, presente, futuro e passado. O protagonista da história é Evan (Ashton Kutcher), um garoto com problemas de memória que posteriormente descobre um meio de voltar ao seu passado e tentar eliminar as chagas de seu futuro através de seus diários. Assim ele vai descobrindo todos os motivos que poderiam levar o seu destino, de sua mãe (Melora Walters), de Tommy (William Lee Scott), Lenny (Elden Henson) e de sua amada Kayleigh (Amy Smart) ao mais cruel possível. A partir disso ele vai tentando descobrir o melhor meio de fazer com que todos possam ter um futuro promissor, e o único meio de se ter isso é renegar à única coisa que era certa na vida de Evan, é renegar ao único amor verdadeiro que ele poderia ter na vida. Mas você precisa ver como ele chega a isso, é altamente maravilhoso e ao mesmo tempo triste e revoltante.
Com certeza é o melhor filme de Ashton Kutcher, sem sombra de dúvidas. E ainda por cima tem uma das melhores trilhas sonoras dos últimos tempos com Oasis, Staind, Puddle of Mudd como principais.
“Efeito Borboleta” é um filme imperdível, um filme que te faz pensar sobre suas atitudes, sobre suas decisões e o seu destino. Seu destino não está no título perceptível de seu poema, mas sim nas entrelinhas, nas pequenas coisas que podem abalar todo o contexto da sua vida. Sua vida pode tomar vários rumos, qual você vai aceitar? Assista “Efeito Borboleta” e pense nisso.
